Paternidade é sinal de grandiosidade
  • FAMÍLIA

Paternidade é sinal de grandiosidade

Texto extraído e adaptado do ensaio Ode à Divisão SêniorCampeões do Triunfo Humano, publicado no Brasil Seikyo, ed. 1.838, 8 abr. 2006, p. A5.

Por Shin’ichi Yamamoto1

Ainda hoje me recordo vividamente de meu pai e do quanto eu o respeitava quando era garoto.

Nós morávamos perto da casa de meu tio, irmão mais novo de meu pai. Havia diante das casas uma cerejeira e uma horta. E mais adiante havia um grande e profundo lago cheio de carpas e outros peixes. À noite, os pássaros se reuniam ali. Era uma bela vista.

Certa vez, quando eu ainda era pequeno, estava correndo por ali tentando pegar libélulas quando cai no lago. Recordo-me de que nossa casa ficava a mais ou menos 80 metros de distância. Um de meus colegas correu para minha casa em busca de ajuda.

Meu pai correu para o lago, com o rosto pálido. Ao ver que eu estava me debatendo na água, ele me agarrou com seus braços fortes e me resgatou. Ele era tão forte. Foi como se eu tivesse sido levantado por um enorme guindaste. Eu me agarrei a ele desesperadamente. O calor de seu corpo, aquela sensação, aquela força, toda a cena... já se passaram quase 70 anos,2 mas eu nunca me esquecerei.

Lembro-me de uma outra ocasião. Creio que foi no outono do ano em que eu estava na 5a série. Um tufão atingiu nossa casa no meio da noite. Fortes ventos arrancaram telhas e chapas de ferro do telhado e quebraram várias janelas, lançando estilhaços de vidro nos quartos. Rajadas de vento passavam pelas aberturas e carregavam os mosquiteiros presos sobre nossa cama. Na casa escura, eu e meus irmãos estávamos apavorados. Nossos três irmãos mais velhos já haviam sido convocados para a guerra.

Naquele momento, meu pai bradou: “Não se preocupem! Não há nenhuma necessidade de ficarem com medo! Papai está aqui, portanto, não se preocupem. Vão dormir”.

Fiquei muito impressionado com a voz confiante de meu pai, com sua destemida atitude naquele momento de crise. Ainda hoje posso ouvir suas palavras.

Não existe uma fórmula para classificar os pais, colocando um acima do outro. Não importa qual seja a posição social, pai é pai. A própria paternidade é um sinal de grandiosidade.

É errado causar dor e sofrimento aos outros. E é bom e correto deixar as pessoas tranquilas e conduzi-las à paz e à felicidade. É assim que as pessoas grandiosas vivem.

Meus amigos, não desistam, pois podem acabar se precipitando no caminho do desespero! Não vivam de forma tola e miserável. Vençam a si próprios!

Como pais, tenham a determinação de cumprir seus deveres e de abraçar e proteger calorosamente a todos!

Como pais, vocês têm a importante missão de proporcionar felicidade e segurança para a família e, com seu exemplo, ensinar o profundo caminho da vida. Isso também irá se tornar seu próprio tesouro.

Se são doentes, ainda assim podem trazer risos e alegrias aos seus entes queridos.

Se são pobres e carentes de bens, sejam alegres e otimistas e façam seus familiares rirem muito como se vocês fossem um famoso comediante.

(...)

A posição que um homem tem na sociedade não quer dizer nada dentro do lar.

A verdadeira felicidade encontra-se nos laços de coração.

Notas:

1. Shin’ichi Yamamoto é o pseudônimo do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda.

2. Texto publicado em 2006.

 

TAGS:FAMÍLIA

• comentários •

;