A força de uma mulher
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A força de uma mulher

Daisaku Ikeda incentiva as mulheres a exercerem a capacidade de influenciar positivamente o ambiente no trecho extraído e adaptado do livro Flores da Felicidade, v. 1, p. 40-48.

O vaga-lume vive apenas uma ou duas semanas. Mesmo assim, nesse pouco tempo de vida, ele “queima” a si mesmo para emitir luz. Uma lenda chinesa conhecida pela canção japonesa Hotaru no Hikari (O Brilho dos Vaga-lumes) conta que, em certa noite de verão, o jovem Che Yin estudou sob a luz de vários vaga-lumes. Certamente, uma poderosa força nasce para fazer um grande trabalho quando se inflama a vida ardentemente, mesmo dentro de um pequeno corpo.

Nichiren Daishonin afirma:

Ou como o caso de uma única chama, mais fraca que a luz de um vaga-lume que, ao atingir um campo de mil ri de grama seca queima, num instante, primeiro uma lâmina de grama, depois duas, dez, cem, mil e dez mil, até que o campo e as árvores de uma área de dez ou vinte cho sejam consumidos de uma só vez.1

A atitude apaixonada de uma pessoa resoluta e ousada influenciará outras pessoas e se propagará com a velocidade do fogo num campo com grama seca.

Nos escritos, consta:

A iluminação atingida pela filha do rei dragão não se refere a um feito individual ou exclusivo dela. Revela o fato de que todas as mulheres podem atingir o estado de buda.2

Seja no lar, na comunidade ou na sociedade, não há nada mais grandioso do que a força de uma mulher.

Atualmente, as ex-alunas da Escola Soka de Kansai, que formam o grupo Vaga-lumes, expressam força total e atuam brilhantemente em diversas localidades.

 (...)

Uma mulher que vive com base numa sólida filosofia é sempre radiante e possui uma força que não é absolutamente derrotada pela intensa ventania de sofrimentos.

A escritora japonesa Murasaki Shikibu, autora de Genji Monogatari (Contos de Genji), é aclamada como um ícone da literatura mundial. Ela também é contemporânea da escritora Sei Shonagon e ambas eram profundamente familiarizadas com o Sutra do Lótus que esclarece o princípio da iluminação das mulheres.

Murasaki Shikibu tinha uma postura resoluta com as pessoas da corte imperial que manifestavam inveja e difamações. Ela compôs poemas com este significado: “Vou me valorizar de todas as formas, independentemente do que as pessoas falem”. E quando sua obra Genji Monogatari se tornou famosa, ela foi alvo de calúnias do tipo: “Ela é uma pessoa arrogante que menospreza as outras”. Mas ela não se deixava incomodar e, com tranquilidade, continuou se encontrando com as pessoas, sem se esconder. As pessoas que se aproximavam dessa figura sagaz e inteligente diziam: “Quando nos relacionamos com ela, sentimos que é inacreditavelmente generosa e até pensamos ser outra pessoa”. E, assim, o preconceito e a imagem distorcida foram desaparecendo.

De toda forma, devemos nos armar de coragem e sabedoria para nos encontrarmos com as pessoas exatamente como somos, sem a necessidade de querer mostrar o que não somos ou nos exibir; é suficiente mantermos a autenticidade e falar sobre o que acreditamos, com toda sinceridade.

(...)

Estou convicto de que, a partir do florido entrelaçamento das mulheres Soka que resplandecem como esperança do mundo, haverá de se abrir uma nova história de dinâmico avanço.

 

Levantem-se agora,

Avancem bailando agora,

Com orgulho de mulheres celestiais,

De ampla propagação,

Adornando as três existências.

 

Notas:

1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. II, p. 233, 2017.

2. Ibidem, v. I, p. 281.

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